Procura
Nas curvas do presente,
Vislumbro meu passado
Tentando enxergar seu
Próprio futuro.
Oh mitológico ser da inexistência,
Conseguirias responder-me:
“Quem sou?”
“De onde vim?”
“Para onde vou?”
São preâmbulos e prólogos
De um livro jamais escrito,
Cujos capítulos foram
Amargamente distorcidos
Pela mente doentia de seu escritor;
E cujas páginas foram ferozmente
Arrancadas pelas presas
Da fera ensandecida.
Já não posso mais caminhar
Pelas ruas, sem que a sombra
De mina distorção mental
Acompanhe-me.
Estaria eu enlouquecendo?
Não sei.
Mas, se de médico e louco
Todos têm um pouco,
Do que me preocupar?
Sigo.
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