quinta-feira, julho 25, 2002

Procura




Nas curvas do presente,
Vislumbro meu passado
Tentando enxergar seu
Próprio futuro.

Oh mitológico ser da inexistência,
Conseguirias responder-me:
“Quem sou?”
“De onde vim?”
“Para onde vou?”

São preâmbulos e prólogos
De um livro jamais escrito,
Cujos capítulos foram
Amargamente distorcidos
Pela mente doentia de seu escritor;
E cujas páginas foram ferozmente
Arrancadas pelas presas
Da fera ensandecida.

Já não posso mais caminhar
Pelas ruas, sem que a sombra
De mina distorção mental
Acompanhe-me.
Estaria eu enlouquecendo?
Não sei.
Mas, se de médico e louco
Todos têm um pouco,
Do que me preocupar?

Sigo.
Gostou?
Será Petróleo?